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fotos e reflexões amadoras,
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Maravilhoso domingo em Campos do Jordão - 15 de novembro

Aproveitei o show de mágicos e desapareci. Fiz "puf", como os personagens de poker quando perdem todas as fichas. Não quis falar tchau pro Daniel, porque podia estragar o humor dele a toa. Correndo pra lá e pra cá com os amiguinhos, ia demorar pra perceber que eu não estava mais lá.

Quando cheguei em Campos, ainda passei no supermercado. Mas não tinha fome pra jantar, só comi uns pedaços do querido chocottone. Sozinha, casa vazia. Os pais do Cris chegariam no dia seguinte, mas eu sairia bem cedo.

O Rafa me encontrou às 6h. Disse que a Elisa falou que queria sair com a gente, então ligamos, e acho que a tirei da cama. Depois fiquei sabendo que eles tinham ido dormir tarde no sábado, estavam bem cansados, e tinham falado que não iam fotografar no domingo de manhã. Mas quem resiste se um amigo liga e convida?

A estrada pra Pedra do Baú estava silenciosa e vazia de aves. O melhor de tudo, o estalinho, fiquei com uma foto ruim, talvez por problema na lente, talvez por estar com a regulagem errada do flash. Na hora do almoço fomos para o Parque dos Lagos, na divisa de Campos com São Bento. Muita diversão, além de encontrar o Frank, a Maria Tereza, o Luiz Ribenboim e a família dele.

Destaque para o lindo casal de caneleiros-verdes. Agora tenho uma foto da fêmea, mais linda até do que o macho!

Voltei pra São Paulo com a ótima companhia da Elisa (Torricelli), viemos o caminho todo papeando e a viagem passou rápido, apesar de ter me perdido um pouco pra achar a entrada da rodoviária.

Esse vício. Já me faz sair mais cedo da festa de aniversário do meu amado Daniel. E viajar duas horas e meia sozinha, à noite, pra fotografar algumas horas no dia seguinte. Não sei aonde vamos parar.

Fotos na galeria.

Problemas com a BH e lentes da Nikon

Eu e o Cris adoramos uma dupla de detetives criada pelo Rex Stout. São as histórias do Nero Wolfe e Archie Goodwin, situadas numa Nova York que não existe mais. Enredos ingênuos, nada mirabolante como esses livros que depois viram filmes. Muitas histórias têm relação com algum assassinato que acontece na casa deles, ou por onde eles estão passando. Eu e o Cris sempre nos admiramos como tanta gente morre perto deles.

Pois bem.

Para mostrar que mais uma vez, a ficção nunca é tão distante da realidade, pergunto qual a chance de você ter problema com duas lentes da Nikon em menos de dois meses?

Eu tive.

Pra começar, dei azar com um dos lugares mais bem cotados pra comprar muamba: a BHphotovideo. Encomendei uma Nikon 80-400 em agosto, estreei em Cubatão no início de setembro e perdi um maravilhoso banho de colhereiro porque a lente estava com “condensação em um dos blocos internos, provavelmente causada por choque térmico”. Mandei a lente de volta e pedi para trocar por outra. Em vez disso, eles devolveram meu dinheiro. Eu achando que logo teria a lente de volta, e quando ligo descubro que sim, eles receberam minhas instruções, mas se atrapalharam na logística. E graças a isso, perdi a chance de fotografar aves na primavera com uma lente VR.

Depois fui pra Ubatuba no feriado de Finados. As fotos estavam um pouco estranhas, mas a maioria foi em lugares com pouca luz. Além de uma certa falta de nitidez, meus passarinhos apareciam com um estranho brilho nos olhos em formato de estrelinha.

Felizmente, o falcão-peregrino pousou na minha janela, e comparando minhas fotos com as do Cris, com tripé, num dia de sol, deu pra ver que não podia ser só defeito da pecinha que fica atrás da câmera. Mandei minha querida  Nikkon 300 f4 pro conserto, e eles diagnosticaram um problema no sharpness. Quer dizer, eu disse que havia problema, e eles disseram que podem consertar. Vamos ver como a lente volta do conserto.

 

Um belo jovem tangará, mas com o estranho brilho de estrelinha no olho.

O Cris tinha me perguntado por que as fotos de Ubatuba estavam assim, ele disse que via isso quando você usa abertura 22, o que não era meu caso.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tenho muitas deficiências técnicas. Por isso, se a foto não sai boa, é natural pensar que eu tremi, ou usei a regulagem errada, ou fiz alguma bobagem.

Mas uma ave grande como o surucuá, imóvel, não devia sair assim. Olhando pelo visor da câmera, mais o brilhinho no olho do tangará, me convenci de que precisava trocar de lente.

 

 

 

 

 

 

A boa e velha Sigma 50-500 me ajudou a ver que não era só defeito da peça que fica atrás da cãmera...

Pena que quando troquei de lente, já havia passado por um tangará e um estalinho.

E o mais triste é pensar que minha foto do Formicarius colma, a galinha-do-mato, em Ubatuba, poderia ter ficado melhor se eu estivesse com outra lente.

Não sei o que causou o problema, se tem relação com a grande umidade que peguei na Guainumbi. A lente ficou embaçada por dentro, e tive que esperar quase 1h com a lente sob o sol, esperando secar.

Bom, chega de problemas técnicos. Fiquei sem uma nova lente na primavera que chega ao fim, mas não faltou diversão.

Photorats em férias - 20-29 de novembro

Fora do ar nesse período. Espero voltar com algumas boas fotos. Ótima semana pra vocês, e que possam passear e fotografar bastante.